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Corretora Brasil Insurance entra com pedido de IPO na CVM

SÃO PAULO - A Brasil Insurance é a mais nova candidata a fazer uma oferta pública de ações. A empresa, uma holding dona de 23 corretoras de seguros, entrou com pedido de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para fazer sua abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) com uma venda de ações primária (novos papéis) e secundária (dos sócios). A Agência Estado antecipou essa estratégia em 24 de fevereiro.

 O Morgan Stanley foi contratado como coordenador líder. A oferta de ações terá esforço de venda no exterior. Os papéis serão listados no Novo Mercado.

 O dinheiro captado no IPO será usado para aquisições de novas corretoras, implementação de sistemas de integração e central de serviços compartilhados e capital de giro. Após a abertura de capital, o objetivo da Brasil Insurance é continuar consolidando o mercado de corretagem de seguros no País e ser a maior corretora de seguros do Brasil.

 Entre os fatores de risco, o prospecto cita a possibilidade de a empresa sofrer uma aquisição hostil e também de vir a precisar de capital no futuro, tendo que fazer novas emissões. Como foi criada agora, a holding também cita a possibilidade de não dar lucro e, consequentemente, não pagar dividendos. Mapeamento das corretoras Após dois anos mapeando o mercado de corretagem de seguros no País, os executivos da Brasil Insurance decidiram comprar 23 corretoras. Foram avaliadas 350 empresas pelo país. Dessas, a gestora olhou 180 mais de perto e acabou negociando diretamente com 80 corretoras. Essas corretoras operam em várias áreas do setor de seguros, como planos de saúde e odontológicos, automóveis, grandes riscos, garantia, risco de engenharia, transporte e estão presentes em nove Estados.

 A Brasil Insurance pertence à gestora de investimentos carioca Gulf. O grupo, fundado em 1983, é controlado por Ney Prado Júnior. Em 2007, a gestora criou a Brasil Brokers, holding formada por corretoras de imóveis, que abriu o capital na bolsa em uma oferta que movimentou R$ 700 milhões.

 Em conjunto, as 23 corretoras tiveram receita bruta de R$ 130 milhões e movimentaram R$ 830 milhões em prêmios em 2009, segundo dados não auditados citados no prospecto da abertura de capital. Essas corretoras têm 1,2 milhão de clientes.



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