PIRACICABA - O Grupo Cosan investiu entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões para ampliar a produção de açúcar de 3,7 milhões de toneladas na safra 2009/2010 para 4,6 milhões de t nesta safra, alta de 24,3% no período, informou nesta quinta-feira, 13, o presidente da Cosan Açúcar e Álcool, Pedro Mitzutani, durante encontro com jornalistas em Piracicaba (SP). A ampliação da capacidade e da produção das unidades ocorreu em um momento em que os preços do açúcar no mercado internacional chegaram aos 30 cents por libra-peso, no ano passado, mais que o dobro dos atuais 14,50 cents.
Segundo Mitzutani, a companhia se protegeu da queda por meio de operações de hedge que travaram os preços do açúcar na alta. No entanto, em virtude de a Cosan divulgar seus resultados do ano passado no próximo dia 10 de junho, o executivo não revelou o volume de açúcar e nem o preço conseguido nas operações de hedge. "Isso será divulgado no balanço", resumiu.
Mitzutani reafirmou que as 23 usinas do Grupo Cosan, incluindo as recém-inauguradas Jataí (GO) e Caarapó (MS), devem moer 60 milhões de toneladas de cana em 2010/2011, ante 53 milhões na safra passada. O destino da matéria-prima será 60% para a produção do açúcar e 40% para o etanol, porcentual que pode variar 5 pontos porcentuais para cada produto. Já a produção de etanol deve saltar de 1,9 bilhão de litros para 2,06 bilhões de litros.
Segundo o executivo, o custo de produção de açúcar está em 13,50 cents por libra-peso e o do etanol entre R$ 0,72 e R$ 0,74, ou seja, muito próximos aos valores negociados, respectivamente, nos mercados internacional e nacional.
Mitzutani revelou, ainda, que a companhia segue em busca de novas aquisições no setor sucroalcooleiro, mas que os preços pedidos pelos ativos estão acima dos valores de mercado, principalmente após a queda nos preços de açúcar e álcool. "Sempre temos empresas no nosso radar", disse.
O presidente da Cosan Açúcar e Álcool considerou que as recentes chegadas de grupos internacionais no setor, como Bunge, que adquiriu o Grupo Moema, e o indiano Shree Renuka Sugars, que negocia a aquisição da Equipav, ocorreram em um contexto fora do mercado. "Essas empresas pagaram para entrar no País", disse. "O preço dos ativos já recuou 10% na nossa avaliação, só os vendedores ainda não aceitaram isso", concluiu.