TORONTO - O dólar caiu ante o euro, a libra e outras moedas consideradas relativamente mais arriscadas, em meio ao ajuste de posições do mercado antes da reunião de cúpula do grupo das vinte maiores economias do mundo (G-20). O encontro acontecerá em Toronto, no Canadá, neste sábado e domingo. Analistas afirmam que o mercado estará atento ao debate das autoridades sobre as reformas regulatórias do sistema financeiro, a tarifa mundial sobre os bancos e o aperto monetário.
No final da tarde em Nova York, o euro subia para US$ 1,2388, de US$ 1,2328 na quinta-feira, e avançava para 110,56 ienes, de 110,28 ienes ontem. O dólar tinha queda para 89,26 ienes, de 89,39 ienes na quinta-feira, e caía para 1,0927 franco suíço, de 1,1024 ontem. A libra estava em US$ 1,5062, de US$ 1,4924 na quinta-feira.
O índice do dólar, que mede o valor da divisa em relação a uma cesta de moedas, caía para 85,270, de 85,760 ontem.
O comportamento do euro nesta sexta-feira foi bastante similar ao apresentado ao longo da semana. No overnight, a moeda europeia perdeu força, recuperando-se posteriormente durante o pregão norte-americano. "As pessoas parecem não gostar muito do euro no overnight", disse Steve Butler, diretor de câmbio do Scotia Capital em Toronto. "É uma história diferente para cada sessão."
A recuperação do euro coincidiu com o avanço dos índices do mercado de ações dos EUA, que saíram do território negativo para o positivo ao longo do dia e recuaram posteriormente, encerrando o pregão perto da estabilidade. O índice Dow Jones caiu 0,09%.
Ainda assim, a incerteza em relação à situação da Grécia levou os investidores a aumentarem as apostas contra o euro. O volume líquido de posições vendidas em euros cresceu para 71 mil contratos, com um valor de US$ 10,9 bilhões, na semana encerrada na terça-feira, de acordo com uma análise da Scotia Capital de um relatório da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, em inglês). Na semana anterior, o volume líquido de posições vendidas estava em 62.360 contratos, com valor de US$ 9,6 bilhões.
O custo para se proteger de um default da dívida soberana grega cresceu novamente hoje e atingiu um nível recorde. "O retorno da volatilidade nos spreads da Grécia ocorre em meio a receios com a possibilidade de a economia do país sofrer um impacto do que o esperado neste ano. Em particular, um declínio no turismo na Grécia durante o verão pode ser problemático", disse Philip Gisdakis, diretor de estratégia de crédito do UniCredit. As informações são da Dow Jones.