LONDRES - Os contratos futuros de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em queda, mas conseguiram ter um desempenho um pouco melhor do que os mercados de ações e câmbio. Hoje, os investidores venderam ativos relacionados ao crescimento global, como ações, e procuraram ativos considerados "portos seguros", como os Treasuries, receosos de um crescimento econômico mais lento na China e nos EUA. Na rodada livre de negócios da tarde (kerb) da LME, os contratos de cobre para três meses fecharam em queda de US$ 99,00 (1,36%), a US$ 7.200,00 por tonelada. O estanho teve um desempenho pior, com recuo de US$ 750,00 (3,64%), para US$ 19.850,00 por tonelada. O chumbo perdeu US$ 60,00 (2,82%), para US$ 2.065,00 por tonelada. O zinco teve retração de US$ 49,00, para US$ 2.036,00 por tonelada. O alumínio caiu US$ 28,00, para US$ 2.142,00 por tonelada. O níquel teve queda de US$ 505,00, para US$ 21.695,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de cobre mais negociado, com entrega para setembro, fechou em queda de US$ 0,0585, ou 1,77%, a US$ 3,2540 por libra-peso. O déficit comercial dos EUA cresceu inesperadamente em junho, para o nível mais alto em 21 meses, com um aumento das importações. O dado foi divulgado um dia depois de o Federal Reserve dizer que a recuperação da economia deverá ser mais lenta do que se previa. Os dados da produção industrial da China, em julho se somaram a uma perspectiva mais sombria. "Os metais certamente foram influenciados pela fragilidade de outros mercados", disse Martin Squires, trader de metais do JP Morgan. Os indicadores dos próximos meses provavelmente deverão refletir uma desaceleração da economia global e os participantes do mercado devem assumir uma posição vendida, revisando suas previsões de crescimento para baixo, acrescentou o trader. "Certamente, parece que existe espaço para mais fragilidade." O cobre geralmente é considerado um indicador econômico, porque é amplamente utilizado na produção de encanamentos, cabos, automóveis e aparelhos eletrônicos, além de ser usado na construção civil. O Standard Bank disse esperar que as perdas possam ser limitadas pela entrada de novos fundos no mercado. "Nós esperamos que, com as quedas, os fundos de investimento comecem a considerar atraente voltar para o mercado".
Mas apesar das preocupações, existem sinais que permitem algum otimismo quanto à demanda. "Contanto que os estoques de metais continuem a cair, nós não esperamos uma grande onda de vendas, mas sim uma retração razoável, fazendo com que os preços voltem para suas faixas de negociação", disse o analista da MF Global Edward Meir. Os estoques de cobre armazenados nos galpões da LME tiveram uma redução de 2.050 toneladas hoje, chegando a 406.325 toneladas. Os dados mais recentes sobre os estoques da Comex, divulgados ontem, mostraram uma queda de 466 toneladas curtas, para 98.586 toneladas curtas. Entre os metais preciosos, o ouro fechou em alta, apesar de uma forte alta do dólar frente ao euro, com os investidores vendo tanto o metal como a moeda norte-americana como um refúgio seguro para o capital. Na Comex, os contratos mais negociados de ouro, com entrega para dezembro, subiram US$ 1,20, ou 0,1%, para US$ 1.199,20 por onça-troy. "O dólar subir tanto e ainda assim o ouro ficar quase estável é um fator otimista para o ouro", comentou Bob Haberkorn, estrategista da Lind-Waldock. Um dólar mais forte geralmente pressiona os preços do ouro, que é negociado na moeda norte-americana, porque torna o metal mais caro para investidores que usam outras moedas. As informações são da Dow Jones.